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segunda-feira, 6 de março de 2017

Cartas reais para Deus escritas por crianças< (traduzidas de original em inglês)

1. Querido Deus, eu não pensava que laranja combinava com roxo até que eu vi o pôr-do-sol que Você fez terça-feira. Foi demais! (Eugene).
2. Querido Deus, você queria mesmo que a girafa se parecesse assim ou foi um acidente? (Norma).
3. Querido Deus, em vez de deixar as pessoas morrerem e ter que fazer outras novas, por que você não mantém aquelas que Você tem agora? (Jane).
4. Querido Deus, quem desenha as linhas em volta dos países? (Nancy).
5. Querido Deus, eu fui a um casamento e eles beijaram dentro da igreja. Tem algum problema com isso? (Neil).
6. Querido Deus, obrigado pelo meu irmãozinho, mas eu orei por um cachorrinho. (Joyce).
7. Querido Deus, choveu o tempo todo durante as nossas férias e como meu pai ficou zangado! Ele disse algumas coisas sobre você que as pessoas não deveriam dizer, mas eu espero que você não vá machucá-lo. (Seu amigo – mas eu não vou dizer quem eu sou).
8. Querido Deus, por favor, me mande um Pônei. Eu nunca te pedi nada antes, Você pode checar. (Bruce).
9. Querido Deus, eu quero ser igualzinho ao meu pai quando eu crescer, mas não com tanto cabelo no meu corpo. (Sam).
10. Querido Deus, Eu penso em Você de vez em quando, mesmo quando não estou orando. (Elliott).
11. Querido Deus, eu aposto que é muito difícil para você amar a todas as pessoas no mundo. Na nossa família só tem quatro pessoas e eu nunca consigo… (Nan).
12. Querido Deus, de todas as pessoas que trabalharam para você, eu gosto mais de Noé e Davi. (Rob).
13. Querido Deus, meus irmãos me falaram sobre nascer de novo, mas soa muito estranho. Eles estão só brincando, não é? (Marsha).
14. Querido Deus, se Você olhar para mim na igreja domingo, eu vou te mostrar meus sapatos novos. (Mickey).
15. Querido Deus, nós lemos que Thomas Edison fez a luz. Mas na escola dominical nós aprendemos que foi Você. Eu acho mesmo que ele roubou sua ideia. Sinceramente. (Donna).
16. Querido Deus, eu não acho que alguém poderia ser um Deus melhor que Você. Bem, eu só quero que saiba que não estou dizendo isso porque Você já é Deus. (Charles).
17. Querido Deus, talvez Caim e Abel não matassem tanto um ao outro se eles tivessem seu próprio quarto. Isso funciona com meu irmão. (Eddie).
- Do livro "Histórias para meditar", do Prof. Felipe Aquino
As crianças.. 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Dependência do crack: o que é, causas, sintomas, diagnóstico, tratamento, prevenção, complicações

O que é o crack?
O crack é uma mistura da pasta-base de cocaína refinada com bicarbonato de sódio e água. Muitas vezes a mistura é falsificada com o acréscimo de cimento, cal, querosene e acetona, para aumentar o seu volume. Quando aquecida, a mistura separa as substâncias líquidas das sólidas. As substâncias líquidas são então descartadas e as sólidas são convertidas na “pedra de crack” que, com a utilização de um cachimbo, é então fumada e absorvida pelo corpo em quase 100% do total ingerido. A via inalatória confere à droga um tempo de ação e um poder viciante extremamente rápidos, o que tem tornado o crack um verdadeiro flagelo.
Como o médico trata a dependência ao crack?
O tratamento do crack é um complicado problema de saúde e segurança públicas. O usuário quase nunca aceita voluntariamente ser tratado e ao mesmo tempo o tratamento compulsório quase nunca é eficiente. Em geral, o usurário de crack envolve-se em atos delituosos como furtos, roubos ou mesmo mortes.
Como prevenir a dependência do crack?
Evite “experimentar” a droga. A primeira dose já pode ser fatal para estabelecer o vício.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Como as drogas agem no organismo?

O mecanismo de ação do álcool, da maconha, da cocaína e de outras drogas de abuso é bastante complexo, mas tentaremos simplificá-lo, para fins didáticos.

A droga pode ser usada por várias vias: o álcool é ingerido; a maconha é fumada; a cocaína pode ser fumada (como é o caso do “crack”, mistura de cocaína com solventes orgânicos), inalada ou usada por via intravenosa; a heroína é geralmente usada por via intravenosa.Continue

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Saiba por que os mosquitos gostam mais de picar algumas pessoas do que outras

Certamente você já esteve num lugar quente e úmido e viu como os mosquitos apareceram em quantidade, num piscar de olhos. Provavelmente também já se perguntou por que estes insetos picam algumas pessoas constantemente, enquanto outras parecem passar despercebidas por eles.
Fatores que nos tornam irresistíveis para os mosquitos
Não é a nossa imaginação. “Uma em cada dez pessoas é altamente atrativa para os mosquitos,” explica o médico Jerry Butler, professor da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, no site WebMD. Vários estudos identificaram diferentes fatores que nos transformam nas presas preferidas dos mosquitos:
. Emissões de dióxido de carbono: Uma das formas através das quais os mosquitos detectam suas presas é por um órgão chamado palpo maxilar, que lhes permite sentir o cheiro do dióxido de carbono que emitimos ao respirar.
. As pessoas adultas (e de tamanho físico maior) emanam quantidades maiores, o que as tornaria mais suscetíveis às picadas, conforme explica a revista Smithsonian. A seguir listamos mais fatores reunidos pela publicação.
. Gravidez: as mulheres grávidas seriam mais afetadas pelos mosquitos pois exalam cerca de 21% a mais de dióxido de carbono do que as demais mulheres, além de possuírem uma temperatura corporal mais alta.
. Sudoração: adicionalmente ao dióxido de carbono, os mosquitos detectam suas presas através do ácido úrico, ácido lático e amoníaco, substâncias expelidas por meio do suor produzido por exercícios físicos ou altas temperaturas do ambiente.
. Cor da roupa: além do olfato, os mosquitos utilizam a visão para localizar os humanos, de forma que usar cores de destaque como vermelho, preto ou azul escuro nos tornam mais visíveis para eles, conforme James Day, médico entomologista da Universidade da Flórida, explicou à revista mencionada.
. Metabolismo: segundo o WebMD os mosquitos gostam do colesterol, por isso as pessoas que o metabolizam rapidamente (e não aquelas que têm altos níveis de colesterol no sangue) podem ser mais atrativas para eles, já que os insetos são capazes de detectá-lo na superfície da pele.
Tipo de sangue: os mosquitos se sentem mais atraídos por pessoas com sangue tipo O, já que elas exalam certos odores que as tornam atrativas para os insetos, conforme Joseph M. Conlon, conselheiro técnico da Associação Americana de Controle de Mosquitos (AMCA, na sigla em inglês), disse ao Fox News.
. Genética: Pode ser que algumas pessoas produzam repelentes naturais que afastam os mosquitos, enquanto outras seriam geneticamente mais vulneráveis aos insetos.
Portanto, estes fatores podem ser as causas pelas quais você é um dos favoritos dos mosquitos entre os seus familiares e amigos.
Se tiver dúvidas a respeito, consulte sempre um especialista.
E você? Conhece alguma outra causa que possa lhe tornar um prato delicioso para os mosquitos?YESTILOYVIDA

sábado, 28 de novembro de 2015

Drogas na gravidez

Estou ótima, não posso usar alguma coisa só de vez em quando?

http://brasil.babycenter.com/a4700037/drogas-na-gravidez#ixzz3srhBzJnL


*Tudo bem que tem um bebezinho crescendo aí na sua barriga, mas, mesmo assim -- pensa você --, a vida continua e, de vez em quando, dá aquela vontade de badalar e curtir as coisas de sempre com os amigos, incluindo as eventuais drogas recreativas que apareçam pelo caminho. 

*Sim, você tem toda razão que a "vida continua" e já se sabe há muito tempo que gravidez não é doença ou motivo para as mulheres ficarem isoladas ou de cama. O problema é que tudo que entra no seu corpo passa para o nenê através da corrente sanguínea e da placenta, principalmente substâncias químicas. 

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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Dependência Química ? - Método Eficaz e Sem Internação‎

MINHA HISTÓRIA
Cresci em família de classe média no bairro de Moema em São Paulo. Sou o mais velho de 4 irmãos. No meu bairro, não havia violência e nem tráfico de drogas. Sempre tive as melhores oportunidades na vida, pude estudar em colégio particular, fazia inglês, estudava piano. Meu pai sempre foi muito presente e preocupado com a nossa educação.
Mas, apesar de tudo, formamos uma turminha de adolescentes de 14 anos e começamos a fumar cigarro escondido durante as tardes, depois da escola. Passamos a pegar um pouco de bebida das garrafas que nossos pais mantinham em casa para beber antes dos bailinhos de fim de semana. Em pouco tempo, meu melhor amigo apareceu com um cigarro de maconha e todos nós fumamos.
Fazíamos tudo em nome do grupo, da curiosidade, da aventura. Acreditávamos ter o controle da situação e em pouco tempo me transformei em um jovem que não aceitava conselhos, questionava a todos, me revoltava com pequenas coisas, gostava de coisas arriscadas e perigosas e isso me fazia sentir melhor, podendo me apresentar malandro destemido perante os meus amigos.VEJA MAIS...

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

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O GRUPO SARTI CONSULTORIA

 
O GRUPO SARTI CONSULTORIA é especializada no tratamento da dependência química, oferecendo o que há de mais moderno e completo para combater o uso de álcool e outras drogas através de tratamentos específicos para cada paciente, onde é importante avaliar o tipo de droga utilizada e o perfil de cada um.Veja Mais...

sexta-feira, 18 de março de 2011

Mais de uma década perdida




18/03/2011 - 10h03

Mais de uma década perdida



Por Andréa Cordioli e Gilberto Nascimento, para a Revista Fórum









O crack começou a matar crianças há 18 anos, mas autoridades não agiram. E o número de dependentes pode chegar a 1,2 milhão.



Há 18 anos, o crack começava a se alastrar de forma devastadora nas periferias dos grandes centros urbanos do País. Em 25 de maio de 1992, o jornal Folha de S.Paulo publicava a reportagem “Crack leva crianças e jovens à morte”, na qual mostrava que meninos de rua viciados traficavam, roubavam e acabam morrendo em confrontos com a polícia ou gangues rivais.



À semelhança dos guetos do Bronx – bairro novaiorquino –, São Mateus, área pobre do extremo leste de São Paulo, era naquele momento a face mais visível de um futuro trágico e assustador. Não se falava ainda na “cracolândia”, o hoje conhecido reduto de consumidores do crack no centro velho paulistano, nas proximidades da Estação da Luz, que choca e escandaliza a classe média.



Somente em São Mateus, num período de cinco meses – entre dezembro de 1991 e abril de 1992 -, 15 adolescentes já haviam morrido por causa do crack, segundo levantamento da Prefeitura de São Paulo e do Centro de Defesa da Criança, do bairro. As autoridades demoraram para agir, muito pouco ou quase nada foi feito. Não houve uma política pública capaz de evitar que, hoje, o Brasil alcançasse o posto de maior mercado de crack na América do Sul, com mais de 1,2 milhão de usuários e idade média de 13 anos para início do uso da droga. Esses dados foram apresentados pelo psiquiatra especializado em tratamento de dependentes de crack Pablo Roig, em audiência pública na Câmara dos Deputados, em 2010.



“As autoridades não se mobilizaram diante do crack, tanto do ponto de vista policial no combate ao tráfico quanto nas ações preventivas e no tratamento dos jovens consumidores”, constata o advogado Ariel de Castro Alves, vice-presidente da Comissão Nacional da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e presidente da Fundação Criança de São Bernardo do Campo. Quase 20 anos se passaram e o cenário parece igual. Nove em cada dez cidades brasileiras não têm nenhum programa municipal de combate ao crack. Oito, em cada dez, não têm sequer um Centro de Assistência Psicossocial (Caps) – serviços de saúde municipais implantados no Sistema Único de Saúde (SUS) e considerados a espinha dorsal da atual política nacional de enfrentamento ao crack.



O quadro desalentador foi explicitado em um recente estudo divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), que abrangeu 3.950 cidades brasileiras (71% do total). A entidade avalia que o crack “tomou proporção de grave problema de saúde pública no país, envolvendo os diversos segmentos da sociedade”, de acordo com o estudo, e já atinge 98% das cidades brasileiras. “O que estava restrito inicialmente a um número reduzido de jovens pobres da periferia e do centro de São Paulo hoje tem efeitos catastróficos e devastadores, envolvendo adolescentes e jovens de áreas carentes e também da classe média”, afirma Ariel Alves.



A Fundação Casa, de São Paulo (antiga Febem), agrupa hoje cerca de sete mil internos, dos quais 37,5% por tráfico de drogas. Esse número representava 14% em 2006. “O que a gente nota hoje em dia é que existem muitos jovens envolvidos com o comércio de entorpecentes. Às vezes, o jovem é apenas um usuário ocasional e vê o tráfico de drogas como um meio de emprego. Isso é o que mais tem nos preocupado”, diz a presidente da entidade, Berenice Gianella.



Para Ariel Alves, as autoridades só passaram a se preocupar com o crack depois que a droga começou a atingir setores da classe média. “Enquanto atingia só as camadas mais pobres, não havia tanto interesse. Só nos últimos dois anos, depois de ouvirmos falar tanto da cracolândia e de jovens de setores mais privilegiados da sociedade também começarem a usá-lo, é que o problema despertou a atenção das autoridades”, denuncia. Na última campanha eleitoral, o crack foi tema de debates entre candidatos à presidência da República e aos governos estaduais. O governo federal anunciou, no ano passado, um pacote de medidas para combater o problema. “Mas isso já deveria ter sido feito na década de 1990. Agora, estamos colhendo os frutos dessa omissão”, sustenta Ariel.



Hoje, a situação é alarmante, principalmente em estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Fortaleza, além do Rio de Janeiro, onde os próprios traficantes tentavam a impedir a entrada da droga no início, por avaliar que ela poderia diminuir o lucro obtido com a maconha e a cocaína. “Atualmente, os casos mais crônicos e graves envolvendo adolescentes em situação de criminalidade estão vinculados ao crack. O crescimento do tráfico faz aumentar as causas de internação de jovens infratores”, observa o representante da Comissão Nacional da Criança da OAB. “Os roubos lideravam majoritariamente os casos de internação. Agora, o tráfico, que representava 5%, chega aos 25% e praticamente empata com os roubos. Os adolescentes e jovens roubam para comprar a droga e também são assassinados em maior número por causa de dívidas com traficantes. Ainda por causa do crack, aumentam os casos de ameaças de morte, vindas do tráfico, e de exploração sexual infanto-juvenil. Meninas se prostituem para usar a droga.”



O tratamento de jovens dependentes



É evidente a propagação do crack nos grandes centros urbanos. Mas, hoje, não existem índices sobre apreensões da droga no país. Policiais apreendem diariamente toneladas de maconha e cocaína, mas nada de crack. Não se sabe por que esse não é o foco das autoridades policiais, tanto na atuação repressiva quanto investigativa. Quando são questionados, os responsáveis pela área de segurança não sabem dizer nada sobre o número de apreensões.



Berenice, a presidente da Fundação Casa, lembra que a droga entra de maneira abundante pelas fronteiras brasileiras e vê a necessidade de mudar essa realidade. “Hoje, além de uma atuação grande nas áreas de segurança pública e saúde, seria preciso também pensar em políticas de prevenção. Ou seja, uma política que vá além do tratamento, senão daqui a pouco teremos milhões de jovens envolvidos com drogas e milhões de recursos para a saúde e com uma eficácia pequena”, considera.



Os Centros de Atenção Psicossocial são um exemplo disso. Luciana Sayago França, psicóloga do Caps- AD (Álcool e Drogas) em Diadema, na Grande São Paulo, reconhece que muitas prefeituras correram para abrir esses centros, visando ao repasse de verbas do governo federal, mas com equipamentos sem estrutura adequada e com profissionais pouco qualificados. Somente a partir de 2002 esses centros – surgidos após a reforma psiquiátrica (que substituiu os antigos hospícios ou manicômios) – passaram a receber financiamento do Ministério da Saúde. Em 1990, havia apenas 12 Caps no país. Pularam para 1.541, segundo levantamento feito em junho do ano passado.



Há seis anos e meio no Caps, Luciana acumulou experiências e dificuldades no atendimento a jovens dependentes. Ela já sofreu agressões verbais, foi ameaçada de morte por uma usuária de crack e presa numa sala por um adolescente armado, que achou que ela o tivesse visto fumando maconha. Atuando diretamente no dia a dia dos pacientes, ela diz ser necessário impor a noção de limites. “Muitos reagem mal a isso.” Na avaliação de Luciana, os centros são adequados para alguns casos de dependência e abuso. “Não há um tratamento que sirva para todo o mundo. O melhor é aquele com o qual o paciente se identifica, pois o segredo de um bom resultado no tratamento é a aderência. Não existe tratamento a distancia ou por telepatia”, observa. A psicóloga defende o funcionamento do Caps durante 24 horas. Atualmente, o atendimento é dado das 8 horas às 17 horas. “Ninguém escolhe a hora que entra em crise. Mas é preciso tomar cuidado para não se tornar o atendimento meramente assistencialista. Em vez de oferecer um leito para se criar um vínculo terapêutico e trazer o paciente de fato para o tratamento, tudo pode se resumir apenas a uma relação utilitária.”



Atualmente, muitos pacientes faltam às consultas no Caps. A abstenção é alta. “Muitos pacientes não vêm por vontade própria. Logo, não ‘investem’ afetivamente no tratamento. Existe também aquela ambiguidade inicial de todo dependente. Eles amam e odeiam as drogas. Uns dias querem muito parar, em outros, não”, diz Luciana. As limitações apontadas são endossadas por Ariel de Castro Alves. “As ações nos últimos anos são positivas. Mas os Caps ainda não têm condição de dar uma resposta para aqueles casos mais crônicos de usuários de crack. É dado um bom atendimento para quem está iniciando no uso da droga. Mas tem situações em que não há como não internar”, analisa o advogado. “No máximo, o paciente fica em observação por 48 horas. Também há a necessidade de leitos para esse tipo de caso em todos os hospitais e prontos-socorros, mas isso não existe. As clínicas públicas de atendimento aos usuários são raras. A maioria é particular, e a quase totalidade dos usuários não tem a menor condição de pagar uma clínica dessas, que cobra em torno de R$ 4 mil ao mês”, constata Ariel.



A presidente da Fundação Criança cita exemplos como o de um garoto de 13 anos, de São Bernardo do Campo, que registrou, em um único ano, 25 entradas em um centro de ressocialização. “É uma prova dos efeitos devastadores do crack. O adolescente vai, tem um atendimento, mas depois volta para a droga”, lamenta Ariel. “Quando o jovem está na Fundação Casa, ele é levado para o atendimento no Caps. Quando sai, nós agendamos a primeira consulta. Mas depois, muitas vezes, ele desiste do tratamento por ‘n’ dificuldades. E não há a busca desse adolescente para voltar ao atendimento”, relata a presidente da entidade. “Quer dizer, se o adolescente tem problemas severos de envolvimento com drogas, ele não vai voltar para o Caps e vai se envolver com drogas novamente”, diz Berenice.



Requalificação dos serviços



O enfrentamento ao crack necessita de uma requalificação de todos os serviços na área social e de saúde, além de uma integração de todos esses serviços. Em busca desse objetivo, a Fundação Criança, de São Bernardo, iniciou, no ano passado, uma experiência chamada residência terapêutica – uma clínica de drogadição específica para crianças e adolescentes em situação de rua. Dez adolescentes, apontados como os casos mais graves, estão sendo atendidos. Outros, com menor envolvimento com a droga, são encaminhados para comunidades terapêuticas ou para os Caps.



“É uma experiência interessante e precisa ser ampliada”, acredita Ariel Alves. O advogado e militante da causa da infância busca ideias inovadoras no enfrentamento ao crack. Segundo ele, o discurso dos programas preventivos ainda é baseado nos efeitos e consequências apenas da maconha, heroína e cocaína. Esse repertório, ressalta, não foi atualizado. “Os setores envolvidos não sabem como tratar o crack preventivamente e sequer sabem o discurso a ser utilizado”, critica.



Outro problema apontado pela psicóloga Luciana França é a discriminação enfrentada pelos jovens dependentes. “Ainda hoje, há muito preconceito com relação à dependência, inclusive entre profissionais de saúde. Não é raro ouvirmos relatos de pacientes que sofreram maus-tratos no pronto-socorro quando chegaram lá com um quadro de intoxicação aguda ou crise de abstinência. É relativamente recente a ideia da dependência ser uma doença que requer cuidados médicos. A valoração moral/religiosa ainda se faz presente”, acentua.



O dado positivo é que soluções começam a ser pensadas. Para reverter o trágico quadro atual, a presidente da Fundação Casa propõe uma parceria com as escolas. “A escola pode ajudar muito na prevenção, porque um grande indicador do envolvimento com a criminalidade e com as drogas é a frequência à escola. Mais de 80% dos nossos jovens abandonaram os estudos”, aponta Berenice.



A presidente da República, Dilma Roussef, garante que o crack encabeça a lista de suas preocupações na área da infância e adolescência. Em setembro, durante a campanha eleitoral, a então candidata assumiu o compromisso, em reunião com os dirigentes do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), de não medir esforços no combate ao uso da droga, principalmente entre crianças, adolescentes e jovens. Dilma pediu aos especialistas e aos integrantes do conselho que pensassem em uma maneira de dar retaguarda ao trabalho dos Caps, buscando a internação dos adolescentes e jovens nas fases mais agudas de tratamento. O plano integrado de enfrentamento ao crack e a outras drogas, anunciado pelo governo federal, fala em ampliação dos leitos e clínicas, mas não se sabe se haverá, por exemplo, médicos psiquiatras suficientes para garantir o sucesso do projeto. Essa resposta é esperada pela sociedade, mas não mais em 20 anos.



A infância roubada pelas drogas



Assim que Cristiano (nome fictício) desceu as escadas de uma unidade da Fundação Casa, em São Paulo, logo se viu: em nada lembrava a imagem de um menino de 14 anos. Dentes quebrados pelo uso do crack, manchas numa pele já endurecida e um olhar tão profundo que calava qualquer resto de infância que pudesse haver ali.



Cristiano começou a usar drogas aos 10 anos. Provou a cocaína e depois foi direto para o crack. Chegava a fumar quatro pedras em um dia e, com isso, não demorou em começar a assaltar em busca de dinheiro. No dia em que foi pego pela polícia, estava em seu sexto assalto à mão armada.



Desde os 10 anos, diz, perdeu a conta de quantos assaltou realizou. Afirma que nunca matou, mas fala da morte como se fosse uma companheira íntima. Seu pai, também dependente químico e assaltante, foi morto quando o garoto tinha 6 anos. “Ele morreu na mão dos policial (sic). Eu vi quem matou, mas já mataram esse cara.”



Cristiano não falou nada ao ver seu pai alvejado na rua. “Fiquei quieto. Fui para casa e contei para a minha mãe.” O garoto cansou de ver assassinatos por causa de dívidas de cinco reais ou de roubos malsucedidos, além de pessoas mortas nas ruas pelos efeitos do crack. Perguntado se sentia medo, o menino sequer vacilou na resposta: “não, senhora.”



Cristiano abandou a escola na sexta série, ficou morando com a avó no interior do Rio Grande do Sul, enquanto a sua mãe veio para São Paulo tentar a vida. Desanimada com a dependência química do neto, a avó pediu para que a filha mandasse buscar Cristiano.



A tentativa de estancar as drogas foi em vão. Aos 13 anos, o garoto foi morar com a mãe em uma favela em Guarulhos e não demorou muito para conhecer o “patrão”, como é chamado o homem que comanda o tráfico no local. “Em qualquer lugar você acha droga”, diz.



Cristiano conta que o juiz disse que ele ficaria na Fundação Casa mais para ser afastado das drogas do que propriamente pelas contravenções cometidas. O menino já havia tentado tomar medicação em liberdade, mas parava poucos dias depois e voltava para o crack. “Eu ficava muito na rua, e os amigos chamavam e eu ia. Aqui fico trancado.” Há cinco meses sem fumar, Cristiano diz que, hoje, não tem mais vontade de usar o crack. “É só eu querer”, diz, pensando na liberdade.



O adolescente Vinícius (nome fictício), de 16 anos, também está na Fundação Casa e concorda que é preciso vontade para abandonar as drogas. Mas Vinícius, ao contrário de Cristiano, começou a fumar por curiosidade, como muitos, e resolveu experimentar o crack, tornando-se viciado por seis meses.



Tendo rapidamente percebido os efeitos da droga sobre o seu físico, ele mesmo pediu para ser internado em uma clínica. Sua família não teve recursos para colocá-lo na Fazenda da Esperança, em Guaratinguetá – onde imaginavam ser o local ideal –, e Vinícius foi para uma chácara religiosa em Caraguatatuba, próximo de onde morava com o pai. Foram quatro meses em tratamento.



Vinícius diz que a religião o livrou do crack. O mesmo não ocorreu com a cocaína, que ele voltou a procurar cinco meses após deixar a clínica religiosa. O jovem acabou sendo pego pela polícia, portando quatro papelotes de cocaína de dez gramas. Naquele dia, os traficantes fugiram, cada um para um lado, e Vinícius e mais dois colegas foram levados para uma delegacia, onde ficaram trancafiados como traficantes em um quadrado de um metro por um, durante uma noite. Após nove dias de delegacia, foram levados para a Fundação Casa, onde estão há seis meses.



O adolescente está prestes a sair da internação. Ele diz querer retomar os estudos – interrompidos na quinta série, aos 11 anos – e trabalhar no restaurante do pai, no litoral paulista, de onde algumas vezes pegou dinheiro para comprar drogas. “Meu pai falou que tem um curso de petróleo e gás em São Sebastião, de graça. Eu nunca dei ouvidos ao meu pai, mas agora vou fazer a vontade dele, e não a minha.”



Questionado se está confiante com a decisão, Vinícius diz: “É melhor. Preciso pensar em como será a minha vida lá fora. Aqui dentro é outro mundo. Não é nem mundo aqui. Não dá nem para ver o Sol. Droga não traz felicidade para ninguém. Eu precisei parar aqui para pensar nisso.”



ENTREVISTA



“A recaída é o grande desafio”



O médico psiquiatra Ronaldo Laranjeira, professor titular do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), é um crítico feroz da política antidrogas no País. Ele não acredita no Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, do governo federal, e diz que os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) não estão preparados para atender os viciados em crack. “A recaída é o grande desafio. Não é um tratamento simples ou para amadores”, afirma. Confira, a seguir, os principais trechos dessa entrevista.



Fórum - O crack surgiu no Brasil no início dos anos 1990. De lá para cá, houve alguma política pública capaz de combater a disseminação da droga?



Ronaldo Laranjeira - Não. O crack virou uma pandemia e não é um fenômeno mundial. É um fenômeno bem brasileiro, porque os governos – especialmente o final do governo Fernando Henrique Cardoso e todo o governo Lula – ficaram só observando a evolução do crack, quer seja no Ministério da Saúde ou na Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad).



Fórum - Mas o senhor acha que as propostas do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas não vão sair do papel ou elas não têm eficácia para tratar o problema?



Laranjeira - Não vão sair do papel e não atingem o cerne do problema. Recentemente vi um documento do doutor Pedro Gabriel Delgado (coordenador nacional de Saúde Mental do Ministério da Saúde) falando sobre a existência de não sei quantos consultórios de rua e de não sei quantos Caps. A própria Associação Brasileira de Psiquiatria está questionando esses números. Onde é que estão todas essas coisas? Eu não vejo.



Fórum - Por que o senhor discorda das propostas desse Plano Integrado?



Laranjeira - Algumas delas são incongruentes e inconsistentes. Eu absolutamente não acredito em consultórios de rua, um dos pilares desse programa. Se eu não tivesse dinheiro e meu filho estivesse na rua usando crack, gostaria que o Estado me protegesse e, primeiro, oferecesse internação, tirando o garoto da rua mesmo contra a sua vontade. Não se pode esquecer que um terço dos usuários de crack morre nos primeiros quatro ou cinco anos, e o consultório de rua fica oferecendo Band-aid, novalgina e pomadinha para os lábios queimados pelo crack. O cara está precisando de uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).



Fórum - Que outras iniciativas desse Plano seriam ineficazes?



Laranjeira - Vai falar para o diretor clínico do Hospital Albert Einstein, que é o melhor de São Paulo, que ele vai receber seis ou dez usuários de crack. Ele vai dizer que não tem estrutura para cuidar deles, não tem enfermagem, quartos especiais e nem segurança para o seu pessoal. Se isso é válido para o Einstein, imagina para o Hospital de Itaquera ou para as Santas Casas. Eu não deixaria uma enfermeira minha cuidar de um usuário de crack a noite inteira sem estrutura para lidar com esse problema. Eles não querem aceitar o fato de que é preciso haver enfermarias especializadas para tratar a dependência química.



Fórum - Por que não? Falta entendimento, vontade ou dinheiro?



Laranjeira - O fato é que há mais de dez ou 12 anos as pessoas estão fazendo essa mesma política, e o problema só aumentou. Na área social, o discurso vigente tenta escamotear a realidade crua das ruas e dolorosa das famílias que têm dependentes químicos. Recebo cinco ou seis e-mails todos os dias, de famílias do Brasil inteiro, perguntando o que devem fazer com seus filhos que são dependentes do crack e não querem se tratar.



Fórum - E quantos usuários de crack são tratados nos Caps?



Laranjeira - O Ministério da Saúde não têm esse número, porque eles não sabem. O número é vergonhosamente baixo. Ligue para qualquer Caps de São Paulo e diga que você tem um filho usuário de crack que não quer ir para o tratamento. O Caps vai lhe falar: “Então, não é problema nosso.” E mesmo que o seu filho queira marcar uma consulta, eles marcam para depois de um mês. Um mês na vida de um usuário de crack é muita coisa. A probabilidade é que ele não vá à consulta, tenha uma recaída e continue usando o crack. E, mesmo que o cara vá à consulta, vai avaliar qual é a formação desses profissionais que lidam com o crack nos Caps. A grande maioria não tem formação para lidar com casos complexos. Esses centros não estão preparados para receber essa população, e a recaída no crack é o grande desafio. Não é um tratamento simples ou para amadores.



Fórum - Além das enfermarias especializadas, que outras iniciativas poderiam combater a disseminação do crack?



Laranjeira - A internação dá um período de estabilidade mental e psiquiátrica à pessoa. É o começo do tratamento. Também é importante haver um sistema de pós-internação, como as moradias assistidas, onde a pessoa possa ficar um período maior e reconstruir a vida, voltar a estudar e a trabalhar, não estando necessariamente internada, mas em um ambiente protegido. Isso porque, na maior parte das vezes, a família do usuário de crack está muito desgastada e não tem condições de recebê-lo de volta. Além disso, seria preciso criar uma parceria com os grupos de autoajuda, como os Narcóticos Anônimos. Hoje, quem mais atende os usuários de crack, em números, são os Narcóticos Anônimos e grupos como o Amor-Exigente. Eles atendem cem vezes mais que os Caps, sem nenhum custo, pois é um trabalho voluntário.



Fórum - Hoje, o Brasil é o maior mercado de usuários de cocaína na América do Sul. Como o senhor imagina que serão os próximos dez anos?



Laranjeira - O controle acaba ocorrendo não pelas políticas sociais, mas porque muita gente morre. Porém, acho que o número vai continuar alto e vamos seguir nessa epidemia de crack. Eventualmente, vão surgir outras drogas. Mas temos que dar um crédito para o novo governo, porque agora a Senad foi para o Ministério da Justiça [antes o órgão pertencia ao Gabinete de Segurança Institucional]. Não sei se isso vai mudar algo para melhor.



*Esta matéria é parte integrante da Revista Fórum, edição 95, disponível nas bancas. Para conhecer acesse http://www.revistaforum.com.br/. Para assinar acesse http://www.publisherbrasil.com.br/revistaforum/.







(Envolverde/Revista Fórum)







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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010


sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Drogas - Efeitos das Drogas



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terça-feira, 26 de outubro de 2010

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sábado, 16 de outubro de 2010


quinta-feira, 14 de outubro de 2010

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terça-feira, 12 de outubro de 2010

O que é dependência

O QUE É DEPENDÊNCIA QUÍMICA



A DEPENDÊNCIA de qualquer subtância psicoativa,ou seja,qualquer droga que altere o comportamento e que possa causar dependência(álcool,maconha,crack,medicamentos para emagrecer à base de anfetaminas,calmantes indutores de dependência ou "faixa preta" etc.).A dependência se caracteriza por o individuo sentir que a droga é tão necessária(ou mais!)em sua vida quanto alimento,agua,repouso,segurança...quando não o é!


"QUÍMICA" se refere ao fato de que o que provoca a dependência é uma substância química.O alcool,embora a maioria das pessoas predispostas quanto qualquer outra droga,ilegal ou não.

UMA DOENÇA:

A Organização Mundial de Saude reconhece a dependência química como doenças.Uma doença é uma alteração da estrutura e funcionamento normal da pessoa,que lhe seja prejudicial.Por definição,como o diabete ou a pressão alta,a doença da dependência não é culpa do dependente;o paciente somente pode ser responsabilizado por não querer o tratamento,se for o caso.Exatamente da mesma forma que poderiamos cobrar o diabético ou o cadiaco de não querer tomar os medicamentos prescritos ou seguir a dieta necessária.Dependência química não é simplismente"falta de vergonha na cara" ou um problema moral!

UMA DOENÇA DE MÚLTIPLAS CAUSAS:

As dependências químicas não têm uma causa unica,mas sim,são o produto de vários fatores que atuam ao mesmo tempo,sendo que,uns são mais predominantes naquele paciente especifico que outras.No entanto,sempre há mais uma causa.Por exemplo,existe uma predisposição fisica e emocional para a dependência,própria do individuo.Vivendo como um dependente,o paciente acaba tendo uma série de problemas sociais,familiares,sexuais,profissionais,emocionais,religiosos etc...que são cosequência e não causa de seu problema.Portanto,as causas são internas,não externas.Problemas de vida não geram dependência química.

UMA DOENÇA COM MÚLTIPLAS REPERCUSSÕES:

Como já dissemos,a dependência química gera inúmeros problemas sociais,familiares,fisicos etc.

UMA DOENÇA PROGRESSIVA,CRÔNICA,INCURAVEL:

Sem tratamento adequado,as dependências químicas tendem a piorar cada vez mais com o tempo,levando o paciente a morte ou invalidez permanente.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010